quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Bahia contada por turistas

 Ahhh,Verão!!!!! Como é boa essa estação que para os baianos começa em outubro, quando é dado início aos ensaios, nos espaços improvisados para que ocorram as batucadas. Com a chegada da estação mais quente do ano, as “portas” da rodoviária, aeroporto, ferry – boat e Br´s são abertas, para que os visitantes cheguem por todos os lados e se encantem com as belezas e alegrias da linda Salvador.

  Cantada por Cayme, novos baianos e tropicalistas, eternizada nos escritos de Jorge Amado e João Ubaldo, Salvador e a Bahia sempre foram símbolos de encanto e desejo por todos aqueles que vêm de fora. Uma terra que no verão pulsa de uma maneira diferente, com os tambores dos guettos e praças que ecoam um som envolvente, sincronizados com as guitarras elétricas e cavacos que mantém o ritmo do molejo do povo soteropolitano.

 O turista?? Esse ao chegar não resiste, na primeira oportunidade abre um grande sorriso e um longo – OXENTE BICHINHO! Arranja um colar bem colorido, uma fita do Sr. do Bonfim e uma trança invocada mete no cabelo. Pensa que o soteropolitano é movido a ensaio, acarajé com dendê e que encerra a noite ao som de um bom berimbau no meio da roda de capoeira.

 Em uma ida do Farol da Barra ao Farol de Itapuã, não esquecendo uma rápida passada pela Igreja do Bonfim e pelo grande Mercado Modelo, o turista se encanta com as belezas da terrinha. Só não precisa saber que na orla não há mais barracas de praia, por descaso das autoridades e que o pelourinho virou apenas um ponto de usuários de crack. O importante mesmo é mostrar para o visitante que de domingo a domingo ele vai para algum ensaio, quebrando e sambando do jeito que o baiano gosta.

 Psiu! Seu turista está aqui um grande segredo, aqui não se fala OXENTE BICHINHO, mas sim Oxi! Tá doido é?



Autor: Osvaldo Barreto Jr.

Estudante - 10º semestre em Direito - Faculdade Baiana de Ciências

O Haiti é aqui.

 

 Nos últimos 10 anos o Brasil tornou-se referência em conduta e forma de agir quando o assunto é ajuda humanitária, em relação aos países que sofreram ou sofrem com tragédias naturais ou provocadas pelo próprio homem. Nunca antes na história deste país se ouviu falar em tanta ajuda para com as nações irmãs, sejam com envio de tropas do exército, doações de alimentos e assistência farmacêutica ou até mesmo em envio de dinheiro, para que os países conseguissem chegar à busca pela reconstrução.

 Nos últimos anos, talvez pela busca insensata em se consolidar como referência mundial, o Brasil gastou e muito com a ajuda humanitária, como destaca a reportagem do jornal Folha de São Paulo:
“O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação divulgou um estudo neste semana mostrando que entre 2005 e 2009 o Brasil gastou cerca de R$ 3 bilhões de reais em assistência humanitária para outros países.”

 Países como Argentina, Nicarágua, Cuba, Honduras, Haiti, Angola e Gaza, foram algumas das nações ajudadas e beneficiadas pelo Brasil. Nas quais o trio Cuba- Honduras- Haiti receberam cerca de R$80 milhões de reais, destinados a 19,4 toneladas de arroz, R$500 mil reais foi enviado ao Sudão, 27 milhões foram investidos para ajudar Gaza.

 A ajuda humanitária é bem vista tanto pelos beneficiados, quanto pela ONU e até mesmo pelos brasileiros, contudo a busca desenfreada pelo reconhecimento internacional tem que ser iniciada no próprio território brasileiro. Visto que, a precariedade e falta de capacidade pra lhe dar com as tragédias naturais que ocorrem no Brasil é notada até mesmo pelo exterior.

 Investimentos precisam ser feitos de forma imediata em regiões como São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro, pois são Estados que nos últimos 10 anos vem sofrendo de forma mais brusca com as tragédias naturais. Serão necessários gastos bilionários na área de prevenção a catástrofes naturais, com melhores sistemas

 O  que tem de ser investido tem que ser realizado não só pelos municípios ou pelo governo estadual, mas também pelo governo federal tem que assumir a responsabilidade e cooperar com os Estados de forma humanitária, com a mesma intensidade que ajuda outras nações, para fazer bonito primeiro no Brasil e assim impressionar o mundo. O Brasil está pedindo socorro, brasileiros estão morrendo por falta de uma política séria habitacional, por um sistema ultrapassado na forma de prevenção de tragédias.

Autor: Osvaldo Barreto Jr.

Estudante – 10º semestre em Direito. – Faculdade Baiana de Ciências.

Corrupção corriqueira

 Seja em ano de eleições municipais, estaduais ou federais, reascende a discussão acerca de corrupção na política, surgindo na mídia casos e mais casos que ocorreram durante os 4 (quatro) anos em todo esse “Brasilzão de meu Deus”. O povo brasileiro passa a contestar e ficar horrorizado com as “safadezas” dos homens de terno preto e confirmam a revolta nas urnas, votando no novo, no velho ou somente dando aquele voto de protesto.

 Que a corrupção já está enraizada em algumas esferas políticas, ou em certos políticos, isso é notório e o Brasil não precisa de 4 (quatro) anos para saber e ficar assustado. Todavia, admitir a corrupção do próprio povo é uma tarefa árdua e difícil, nem mesmo de 4 (quatro) em 4(quatro) anos o próprio povo consegue protestar contra.

 Quem nunca se beneficiou daquele amigo que trabalha no banco e lembrou-se dele justamente na hora de pegar a fila, daquele outro amigo de infância, que morava no prédio da avó e que hoje é servidor público e você precisou da ajuda dele para resolver aquele “pepino” de forma mais rápida? Pois é, como é bom ter um amigo “autoridade” na hora que te pegam na blitz com o documento do veículo atrasado – Ufa! Salvou meu dia companheiro.

 Gozado também é o poder na hora de corromper, pois muitos gostam de se beneficiar da tão famosa carteirada para entrar em eventos pagos, com o adendo de que a carteira serve para não pagar. Ou se não utilizar do poder em nome de outrem a serviço próprio, ou seja, os famosos jargões: sabe de quem eu sou filho? Você sabe com quem está falando? Você conhece fulano de tal?

 Perguntas que possuem difíceis respostas, mas que retratam de forma triste, o mundialmente conhecido jeitinho brasileiro de ser e de viver. Quando a coisa está “russa”, o brasileiro sabe resolver e fazer com que a mesma melhore e ainda consegue sair dela com um grande sorriso no rosto.

 O problema da corrupção brasileira não está enraizada somente nos políticos, pode-se dizer que está na essência de parte do povo brasileiro, afinal os políticos são somente a representação do seu povo. O político nada mais é do que alguém que já foi do povo, mas que naquele período tornou-se um ser político.

 Logo, quando o homem político começa a se desvirtuar da sua real função, isso passa a ser corrupção, mas enquanto ele é somente um indivíduo no meio da multidão que fura fila, não devolve o que achou ou se beneficia da máquina pública em benefício próprio, ele não é corrupto, apenas é um pobre brasileiro dando o seu jeitinho para sobreviver e tirar vantagem das mínimas situações da vida.

Autor: Osvaldo Barreto Jr.

Estudante - 10º semestre em Direito - Faculdade Baiana de Ciências

Que venha o Baianão!

 



 Finalmente! Quem é que não gosta de futebol e no período de férias fica sem ter o que fazer dia de quarta e domingo? Pois é, os dias tradicionais do futebol tornam-se um verdadeiro martírio, o jeito é ficar revendo o campeonato brasileiro no canal fechado.

 Dia 16 tudo volta ao normal, pode preparar a pipoca ou se arrumar pra ir para o estádio, pois vai começar o Campeonato Baiano – O BAIANÃO! – não que ele seja tão empolgante, mas campeonato é campeonato, quem ganha sai sempre feliz e o perdedor sempre “choramingando” dizendo que não serve.

 Esse não de 2011 surgiu algo que já nasceu velho, o Torneio Inicio que teve como campeão dessa edição o Bahia de Feira. Se o resultado deste mata-mata for à demonstração do que vai ser o baiano, já está de bom tamanho, pois o campeonato irá sair da mesmice de Bahia e Vitória, ganhando assim nova emoção, esta que vale até para os grandes, pois podem ganhar dois concorrentes o Vitória da Conquista e o Bahia de Feira.

 Engraçado que a eterna promessa de Feira de Santana sempre foi o Fluminense, o toro do Sertão, mas este nunca quis deixar o título de coadjuvante. Parece que o xará mais novo do grande da capital que tomar o posto do flu de Feira, mas almejando vôos maiores, se continuar assim, promete se consolidar como a real força de Feira de Santana e real candidato a 3ª força do futebol baiano.

 O time do Bode, o Vitória da Conquista, vice campeão do Torneio Inicio, tem que encarar o ano de 2011 como período de decisão, ou seja, se firmando como candidato a 3ª vaga de grande força da Bahia, ou então, viver eternamente prometendo, como o Fluminense de Feira. Bater na porta o Conquista até bateu, mas ta na hora de encarar o Bahia e o Vitória frente a frente, com mais garra e vontade.

 O que ocorre na verdade é que a Bahia vive em busca de sua terceira força no futebol e por mais irônico que seja as duas grandes promessas atuais carregam em seus nomes os dos dois grandes da capital. Como cantam e dizem por ai: só se ver na Bahia! Mas que dessa vez a visão seja benéfica para o futebol do Estado da Bahia.

 Bom Campeonato Baiano para todos!

Autor: Osvaldo Barreto Jr.